Nuno Fevereiro © 2008. Direitos reservados.

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História

Portalegre é uma cidade com forte tradição industrial e a “Fábrica das Rolhas”, dos ingleses Robinson, é um elemento incontornável nos destinos da cidade a partir da segunda metade do século XIX. O rol de edifícios, máquinas, turbinas, tubagens, caldeiras, histórias, estórias e memórias… foram-se constituindo paulatinamente como um repositório até ao encerramento da Fábrica em 2009, após cerca de 170 anos de funcionamento.

 

A história da Fundação Robinson começa precisamente com essa tomada de consciência sobre todo o potencial patrimonial de Memória e História da antiga Corticeira Robinson. E foi com base nesse pressuposto que a empresa, que geria a corticeira, avançou com a ideia de criação de uma Fundação que teria como objectivo salvaguardar todo o património ali depositado. Por seu turno, a Câmara Municipal de Portalegre aceitou integrar este desafio por considerar a importância de um projecto com tais implicações para todo o concelho. Assim, em 2001, foi aberto junto do antigo IPPAR o processo de classificação para todo o complexo industrial, dando início a um percurso em prol da salvaguarda e valorização da Fábrica Robinson.

 

Mais tarde, a 12 de Agosto de 2003 é instituída, por escritura pública, a Fundação Robinson, sendo seus instituidores a Sociedade Corticeira Robinson S.A., a Região de Turismo de São Mamede (RTNA), o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e a Câmara Municipal de Portalegre. No processo de reconhecimento da Fundação Robinson, iniciado em Outubro de 2003 junto do Ministério da Administração Interna, são feitas modificações nomeadamente no que diz respeito à norma habilitante de dois dos seus instituidores, a RTNA e o IPP, deixando estes de fazer parte dos órgãos instituidores. A nova escritura de alteração dos estatutos é realizada a 29 de Outubro de 2004 e a 31 de Janeiro de 2005, por despacho do MAI (Portaria nº 166/2005, 2ª série), é reconhecida a Fundação Robinson.

 

Com a publicação dos Estatutos a 11 de Janeiro de 2005, estabelecidos os seus principais instituidores (Câmara Municipal de Portalegre e Sociedade Corticeira Robinson S.A.) e definidas as suas áreas de intervenção e acção, a Fundação Robinson dá continuidade ao projecto para a classificação patrimonial da Fábrica. E nesse ano é solicitado junto do IPPAR a ampliação da classificação da Igreja do Convento de São Francisco, de forma a integrar o conjunto patrimonial composto pela Fábrica Robinson. O processo termina sete anos depois quando todo o conjunto recebe a classificação definitiva de Conjunto de Interesse Público (CIP), na sequência da qual foi igualmente fixada uma zona especial de protecção (ZEP).   

 

HISTORIAL DO PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO

Portaria n.º 740-DX/2012, DR 2ª Série, n.º 248