Fachada da Fábrica Robinson e Convento de São Francisco, Século XIX. Cortesia António Ventura

Fábrica das Rolhas, Século XIX. Cortesia António Ventura

Raúl Ladeira © 2005. Direitos reservados.
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Conceito

O Espaço Robinson é o resultado de dois vectores temporais: a realidade da cerca do Convento de São Francisco (século XIII),… e a instalação nela da Fábrica de Cortiça pelo inglês George Robinson (século XIX,…). A memória de um espaço pode ser detectada e estudada nas suas realidades de adopção, ou de repúdio, de vivência plena, ou de esquecimento por sobreposição de usos ou de denominação toponímica, por vezes muito arredadas da História da paisagem aí acontecida anteriormente, sobretudo se pensarmos paisagem como um complexo relacionado de homens e actividades, de relação/integração ao natural. (…) O “Espaço Robinson” é articulado. (…) O resultado que se espera é o de cruzamento a vários níveis e com vários públicos, ou seja, o “Espaço Robinson” é um plural temporal temático que, em síntese, será caminho imenso de explosões de cultura.

António Camões Gouveia – “Como a cortiça, a cultura `vem sempre ao de cima´. Traços de um esboço de programação de cultura”. Publicações da Fundação Robinson, nº 0, 2007, p. 105-106.

 

 

Um do objectivos primordiais da Fundação é, sem dúvida, o da valorização cultural (…)” a implementação de “uma política cultural coerente, integrada, que se reflicta no quotidiano (da Cidade), que fomente a participação, que proporcione a formação de públicos e a qualificação de profissionais nas diferentes áreas: música, teatro, dança, cinema, arte, arqueologia industrial, conservação e restauro, história local, e tantas outras. (…) o objectivo é também melhorar o capital humano, dotar a cidade (e o concelho) de equipamentos, massa crítica, criar novos recursos, alternativas, gerar novas formas de cultura… Além do mais, a adopção de uma política cultural activa constitui um precioso instrumento para a construção de pontes entre as populações, reforçando a sua integração no espaço da Cidade.

Alexandra Carrilho – “Estatutos, actividades e factos relevantes da constituição e funcionamento da Fundação Robinson”. Publicações da Fundação Robinson, nº 0, 2007, p. 53.