Estratégia de Ordenamento Espaço Robinson. Eduardo Souto de Moura e Graça Correia © Direitos reservados

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Projecto de Arquitectura

Prevendo a sua integração com o “Plano de Requalificação Urbana” considera-se  fundamental o envolvimento Fábrica/Cidade. A criação de unidades de carácter urbano protagonizadas pela abertura de um novo arruamento e pela introdução de elementos como praças, passeios e equipamentos permitirão a articulação entre os edifícios da Fábrica Robinson com o tecido urbano existente.

 

A ideia orientadora é abrir o espaço fábrica à cidade para que todos os portalegrenses e todos os visitantes possam usufruir dele, constituindo-se como os seus novos habitantes, depois da indústria, depois das máquinas e dos operários. A presença industrial continuará presente no edificado recuperado, nas máquinas, nas caldeiras e fornos que continuarão a marcar in situ os espaços, nas tubagens que ligam os vários edifícios tornando possível a reconstituição do circuito da cortiça num museu da Fábrica Robinson que ajudará a fixar a memória industrial do espaço.

 

Partindo de um conceito de Fábrica, que ultrapassa os conteúdos económicos, empresariais e laborais, focando o factor humano, a vida quotidiana operárias, os hábitos e as rotinas; o objectivo é ordenar o Espaço em torno das necessidades e das vivências quotidianas contemporâneas. A rua, natural da Fábrica, designada pelos antigos operários de “a linha”, e que atravessa todo o Espaço, é o eixo estruturante do novo programa arquitectónico – o Caminho de Cultura.

 

MEMÓRIA DESCRITIVA EDUARDO SOUTO DE MOURA E GRAÇA CORREIA, 2005 © DIREITOS RESERVADOS